Terça-feira, Fevereiro 22, 2005



... e o PS ganha as eleições democráticas com 45,05% dos votos...


Já comentei isto umas quantas vezes e não me canso de o fazer. Que diabo deu ao povo, que de um momento para o outro se estende numa febre de esquerda?
Este voto massivo não foi pelo Eng Sócrates nem pelo PS, e muito menos pelos ideais de esquerda. Foi antes anti-governo, com todas as implicações que isso possa trazer. Para o povo português, não importa como estamos nem onde. Não importa de onde vimos, nem qual é o nosso rumo, desde que não seja este. É nesta parte em que o naufrago não vê que estava quase na costa.
Não sou partidário nem pretendo. Mas gostava de entender como é possível eleger-se um governo com um líder que não é lider, um tal Eng que pouco fez enquanto ministro.
Gostaria de ter visto o Eng Sócrates a "conseguir" por ter tido um programa em que ele acreditasse, por uma campanha bem feita, com paixão pelos ideais e com ideias menos mastigadas. De todos os discursos e meios discursos que ouvi do Eng Sócrates, nenhum teve dois parágrafos com conteúdo. O Eng Guterres apareceu para dar o bom exemplo.
O que mais desolado me deixou, foi o discurso de vendedor que o Sr. Eng, futuro primeiro ministro de Portugal, proferiu quando saíram os resultados oficiais. As suas primeiras palavras foram "Finalmente conseguimos! Camaradas, finalmente conseguimos!" e prossegue falando para o partido em vez de falar ao país. A mensagem dedicada ao povo português, continua na mesma ambiguidade da campanha... novo rumo, mudança, confiança... Deprimente!
... por favor contratem alguém que escreva os discursos ao homem.

Acima de tudo, espero que gorvernem BEM, que sejam competentes! É do que precisamos. Todos nós. Portugal.