Escultura de Mario Staccioli
São cada vez mais as esculturas com que nos deparamos nos jardins e pracetas de Santo Tirso.
Constituem o espólio do Museu Internacional de Escultura Contemporânea e em cada dois anos lá aparecem mais algumas. Francamente gosto de quase todas, mas tenho alguns senãos em relação às ditas, o modo como são distribuidas, a informação disponível e o modo como a população as trata! Vamos então por partes:
O modo como são distribuidas
A meu ver, a maioria tem pouco espaço e fica-se com a impressão de que são um amontoado de esculturas plantadas sem propósito nos jardins do município.
Pergunto-me se esta disposição será permanente, ou se as esculturas que revelam um sério problema de espaço, o terão reservado algures em zonas por urbanizar ou em jardins por construir. Se assim é, porque é que as zonas de recente contrução não prevêm espaço para jardins? Não se deveria continuar a urbanização na mesma linha do centro?
A informação disponível
Um património como este deveria ter informação disponível em todos os locais turísticos de referência, mas essencialmente no local.
Como é possivel saber seja o que for sobre qualquer escultura que esteja exposta no dito Museu Internacional de Escultura Contemporânea, quando só algumas apresentam uma placa pequeníssima com a assinatura do autor? Não seria melhor ter essa mesma informação num prospecto onde aparecesse o curriculo do autor, a descrição da peça e o prémio atribuido?
A informação disponível que encontrei foi no site da Câmara Municipal, mas as esculturas não estão todas mencionadas.
O modo como a população trata as esculturas
Como se pode ver na fotografia no início deste post, há esculturas vandalizadas. Umas têm rabiscos, outras estão partidas... É lamentável esta falta de respeito!
É indiscutível que uma das bendeira de Santo Tirso é a qualidade de vida. E o referido museu só a vem complementar.
Deixo uma sugestão:
Já que é de todo o interesse que Santo Tirso continue a ser uma referência pela qualidade de vida que oferece, então façam por mantê-la nas novas zonas urbanas. Promovam os jardins, praças e parques. Ao mesmo tempo podem dar o espaço merecido a esse património fabuloso de esculturas. Desta forma, todos ganhamos.